ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO

 

ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO - FAFE
HORÁRIO DE ATENDIMENTO:
QUINTA-FEIRA: DAS 18:00h ÀS 21:00h
SEXTA-FEIRA: DAS 18:00h ÀS 19:00h
PROFA. DRA. CAMILA MENDONÇA TORRES

APRESENTAÇÃO

A Atenção Psicopedagógica é um programa de atendimento ao corpo discente da Faculdade Fernão Dias, que chamaremos de Programa de Orientação ao Discente (POD). Tem-se inicialmente, a intenção de prevenir a evasão escolar na instituição e dar assistência aos alunos nos âmbitos pedagógicos e emocionais, visando à permanência e o bom aproveitamento acadêmico do mesmo. Para tanto, o ponto de partida será a compreensão e identificação de dificuldades e obstáculos que impedem e/ou comprometem o processo educativo, orientando, sobretudo, os educandos nas suas necessidades.

Art. 1º. O programa tem como objetivos:
ˆ Identificar o perfil da demanda e, a partir dele, propor ações e programas para trabalhar as dificuldades e, sobretudo de preveni-las.
ˆ Proporcionar atendimento especializado, ou seja, adaptar ou sugerir materiais de apoios às necessidades individuais.

Art. 2º. Como se trata de uma prestação de serviços institucionais, o acesso a este serviço é exclusivamente aos alunos regularmente matriculados na instituição de ensino, não sendo estendido aos familiares.

Art. 3º. Os atendimentos com duração de 50 minutos individuais e 100 minutos em grupo deverão der agendados na secretaria da faculdade, nos dias pré-determinados semestralmente, sendo que os horários poderão ser ampliados ou reduzidos de acordo com a demanda.

Art. 4º. Os alunos têm acesso ao serviço, via encaminhamento dos professores e/ ou coordenação, e busca espontânea.

Art. 5º. No primeiro atendimento será definido, juntamente com o profissional responsável, o número de encontros previstos para a orientação, este número não poderá ultrapassar cinco encontros individuais por semestre e 10 em grupo.

Art. 6º. Ao verificar que o aluno necessita de psicoterapia, fonoaudiologia, psiquiatria ou outro acompanhamento de profissional que demande atendimento constante e tratamento, o aluno será encaminhado, pois o psicólogo/psicopedagogo
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não está contratado pela instituição para fazer tratamentos terapêuticos que ultrapassem o atendimento de aconselhamento breve de orientação pontual a aspectos de ordem emocional que estejam impedindo ou dificultando o processo educativo.

Art.7º. O aluno que faltar duas vezes sem justificativa, ficará automaticamente desligado do programa durante o semestre vigente, só podendo fazer outro agendamento no semestre seguinte.

Art. 8º. As informações a serem compartilhadas com a instituição, devem ser apenas as necessárias para tomadas de decisões frente ao aluno e prevenção da evasão, pois eticamente o sigilo será preservado.

Art. 9º. Para os relatórios foi elaborado o protocolo de informações (em anexo), e no relatório final de cada semestre haverá um estudo percentual da demanda.

Art. 10º. A guarda de prontuário deve conter chave, a fim de evitar acesso a outras pessoas e, em caso de interrupção do serviço, é dever do profissional lacrar o material para posterior abertura de outro profissional.

Art. 11º. A Direção Acadêmica nomeará um profissional qualificado, psicopedagogo ou psicólogo, preferencialmente pertencente ao quadro docente da Instituição para fazer os atendimentos/acompanhamentos.

Art. 12º. O profissional tem a responsabilidade de emitir, bimestralmente relatórios de atendimentos, conforme modelo anexo.

Art. 13º. Ao final do semestre, o profissional tem a responsabilidade de enviar um relatório geral, relacionando aspectos qualitativos e quantitativos do programa.

Art. 14º. Os casos omissos neste regulamento serão apreciados pela Direção Acadêmica juntamente com o Conselho Acadêmico.

Relatório de atendimento psicopedagógico

INTRODUÇÃO


Tendo como referência o Regulamento de Atenção Psicopedagógica da Faculdade Fernão Dias, supramencionado, o qual contempla o direcionamento quanto ao atendimento dos discentes e considerando: os grandes desafios do ensino superior; a necessidade de se construir uma cultura de inclusão fundamentada no princípio da diversidade, fomentando o respeito e o convívio com as diferenças individuais e o documento que discute sobre a organização do ensino superior “Documento Referência Para o Fórum Nacional de Educação Superior” (CNE, 2009), se faz necessário redirecionar e ampliar a atuação do psicopedagogo nessa instituição.

Educação Superior, portanto, é um bem público na medida em que faz do seu acesso um direito de todos os cidadãos, sem discriminação e com respeito ao “mérito, capacidade, esforços” (BRASIL, 2008, p. 4). Frente a essas questões é papel do psicopedagogo construir um trabalho que acolha os discentes, contribuindo para que a comunidade acadêmica compreenda as interligações dos processos de aprendizagens, bem como a significância dos sujeitos envolvidos nesse processo.

De acordo com o código de ética do Psicopedagogo, seu campo de atuação em Educação, ocupa-se do processo de aprendizagem, considerando a família, a escola, a sociedade e o contexto sócio-histórico, utilizando-se de procedimentos próprios, fundamentados nos diferentes referenciais teóricos.

JUSTIFICATIVA


O ensino superior promove ao estudante um novo espaço de vivência psicossocial, um espaço de construção de conhecimento. Embora esse estudante traga consigo uma história pessoal e formas particulares de reagir e experimentar, acaba por depara-se com situações nesse novo espaço, que o leva a ressignificar valores, relacionando-se de maneira cada vez mais ampla com esse ambiente social, sendo protagonista nesse percurso acadêmico.

Esse novo processo poderá ser vivido de forma construtiva ou conflitiva, o que exigirá mudanças que, talvez resultem em crises e que, por sua vez, implicarão em uma série de reformulações cognitivas e comportamentais. É justamente neste momento que se faz oportuna a intervenção psicopedagógica preventiva, a fim de facilitar tal processo, ampliando a percepção e a possibilidade de adaptação do indivíduo a esta nova etapa.

OBJETIVOS


Analisar as situações dos estudantes com dificuldades, de modo a proporcionar orientações e instrumentos capazes de modificar o conflito estabelecido.

Promover intervenções específicas e individualmente, no que se refere aos problemas de ensino, provocando reflexão sobre o processo ensino-aprendizagem como tal.

Elaborar, acompanhar e avaliar as atividades que envolvem o aluno com dificuldade de aprendizagem, assim como os alunos com necessidades especiais.

Facilitar o acesso de pessoas com deficiência a partir da matrícula, visando a reestruturação do ambiente já existente, quando necessário, colaborando com a permanência desse aluno na instituição.

Organizar momentos de discussão dirigidos a professores e funcionários relacionados a questões teórico-práticas, que dizem respeito aos alunos com deficiência, transtorno e dificuldades de aprendizagem.

Estimular e promover a compreensão e sensibilização da comunidade acadêmica (administrativo, professores e alunos) com relação às dificuldades no processo ensino-aprendizagem.

REFERÊNCIAS


BRASIL. Documento referência para o fórum nacional de educação. Brasília, 2008. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/forum/documento_base.pdf> Acesso em 05/03/2105.

ABPP. Associação Brasileira de psicopedagogia. Código de Ética da ABPP, 2013. Disponível em: http://www.abpp.com.br/codigo-de-etica-do-psicopedagogo. Acesso em 05/03/2015.

CNE. Conselho Nacional de Educação. Documento Referência para o Fórum Nacional de Educação Superior. Brasília, 2009.

Ficha de encaminhamento

Ficha de acompanhamento